Como se desenvolve a autoestima?

Autoestima são crenças e sentimentos que temos a nosso próprio respeito, trata-se de uma autoavaliação que influencia na motivação, atitudes, comportamentos, ou seja, no equilíbrio emocional. Esta construção começa ainda na infância, através das vivências de sucesso ou fracasso que a criança vem a ter.

Alcançar o sucesso é algo comum para as crianças, que tem como objetivo o desenvolvimento, falar, andar, pegar, chutar, aprender. Elas tentam, falham e tentam novamente, erram, até que acertam, formando uma ideia positiva das próprias capacidades.

Nesse meio tempo acontece também a interação com o mundo, que torna o papel dos pais, cuidadores, educadores fundamental nesse processo, para auxiliarem a construção da autoestima infantil.

Seja para o bem ou mal, aquilo que é dito para uma criança ou o que deixa de ser dito também, o modo como é dito, influencia a construção da autoestima da criança. Uma boa autoestima é essencial para o desenvolvimento, além de ser base para a motivação da realização das atividades.

Ouvir, aceitar, disciplinar, estabelecer limites na educação de uma criança, favorecem uma boa autoestima. Possibilitar escolhas e decisões são também pontos relevantes nesse momento. As crianças buscam os mais velhos como referências, como meio de afirmar a sua construção, produção e elas precisam sentir esse afeto e carinho.

Sentir que é capaz de agradar, que consegue realizar, que surpreende com resultados que apresenta faz a criança sentir-se orgulhosa de si mesma, das suas habilidades e competências. E na pior das hipóteses, mesmo que não consiga, ter o suporte de alguém para encorajar e ajudar a enfrentar as frustrações é tão importante quanto.

Claro que as crianças precisam ser corrigidas, porém, há modos para se fazer isso, por exemplo, diante de um comportamento inadequado da criança, o adulto deve se referir ao comportamento da criança, dizendo o que foi feito e porque está sendo reprovado e não reprovar a criança, como um todo, afinal, ela não se reduz ao comportamento realizado. Este tipo de abordagem possibilita que a criança diferencie quem é ela, como age e reflita sobre o modo como agiu, o que é fundamental para o desenvolvimento.

Além disso, frente a uma dificuldade ou erro, mostrar outros caminhos, o modo como fazer, acreditar na capacidade de execução e passar segurança são aspectos importantes também para auxiliar em uma boa autoestima.

Kathlen Mendes
Psicóloga Clínica e Gestalt-terapeuta